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MIA - video art  show    Sorteio  9       zpoluras António Castanheira Tiago morgado       Monsieur Trinité Daniel Del Rio
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My painting could be a skylark Ma peinture pourrait être une Alouette “….a poiesis, the field that opens and closes all others, which allows the experience of reality to mean something more. The space of poetic construction, of our own movement to the invisibility that define objects, but it is also a movement towards ourselves. Where we recognize not only the object, but we recognize ourselves as beings-of-the-world, eminently mortal beings, beings who are poetic and creative. A reduplication of reality, as Foucault calls it. The poiesis is, in her proximity to death, the last possibility that things are situated somewhere beyond time, leaving and craving upon them fragments of our own existence and our own body The secret will always be as Perseus discovered it, never look directly into the face of the Gorgon perfidious, but always through his reflection in the bronze shield. As Italo Calvino says: It is always in the denial of the direct visi...
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          O acaso Ecoam em almas esquecidas essas palavras que descrevem as ruínas de uma antiga cidade, escondida debaixo de um manto indelével de pó, do tempo e da memória. Repetem-se imóveis os vestígios dessa estranha e obliqua geometria que se repetia ad aeternum por entre a morfologia inquieta desse lugar. A torre único sinal actual dessa outra existência mitológica encerra todas as questões. Embora alguns existam que tenham avistado essa torre, outros duvidam da veracidade desses depoimentos. Mas a descrição permanece fiel e semelhante, para lá chegar será preciso subir os 1089 degraus que dão acesso à plataforma onde assentam as paredes e as 99 colunas que encobrem a única porta que dará acesso à torre. O labirinto afasta a intromissão dos homens que correm ainda hoje loucos nesse labirinto. Das 31 portas, apenas uma se abrirá acedendo ao interior da estrutura e da escadaria, quase infinita, de lajes de pedra. Não existiriam jane...
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Ana  Maria Pintura minuciosa e enigmática como um complexo labirinto Nascida em 1959, em Lisboa, licenciada em filosofia na faculdade de letras da universidade do porto, Ana Maria é uma pintora autodidacta de reconhecido mérito. Expondo desde 1984, cedo se revelou um caso de inegável autenticidade e originalidade. Tive a honra e o prazer de ter feito parte do júri que a distinguiu com o Prémio Nacional de Pintura de Júlio Resende, em 1990. A sua obra surpreende e fascina pelo modo meticuloso como concebe uma imagética minuciosa, que se organiza como um complexo labirinto de sentido enigmático na fronteira da figuração/abstracção. O labirinto é um arquétipo universal que na sua obra, adquire pertinente significado ao tentar responder ao enigma da própria existência humana. “Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou?” É compreensível que tão inquietante temática necessite de todo o tempo da vida para sair da obscuridade e reencontrar a luz que ajude a esclarecer os múltiplos...