Uma Portuguesinha em Goa

Moleiro Pequeno-histórias de Vida Portuguesa


















A Portuguese In Goa
One of the few memories of a good relationship with others is that of sitting on the knees of a blind old great-grandmother, listening to her tell me stories that I still remember some details that impressed me; adventures of animals she had never seen, men with straw arms, talking tree branches, angels, thieves, and gems.
This unfamiliar world entered me, rocked by a comfort that came from her warm legs covered in those long skirts to the feet. I knew nothing about her, only felt. At the age of six, I lived in the city of tall buildings, away from the world of travel and stories.
Ethnogeny studies the origins and kinship of peoples, we find the same traditional narratives told in German, Chinese, Scotland, India or the Tupi language. The same tales, based on the same metaphors that show dreams and messages that only speak of us after all. I selected some stories, from this Portuguese girl around the world. At 60 I am no longer from the city of tall buildings but I am still lulled by the poetry of color, writing and the stormy joy of cultural diversity. 
 My legs continue to tremble with the same anxiety of being faced with unfamiliar feelings.
Eat mangoes here,
Honor you,
 not me "

My stories are paper, linen, cotton. They are also a collection of a methodless search for the bowels of the unconscious. Forcibly pulled to the skin and fingers. And after going round and round about themselves, they ask to come into existence, just like painting just like words. 

Are they just mine?



 ana maria 
 December
 2019- port- planet earth





                                                            Um Anjo em Goa






As Aventuras da Capivara-Brasil





                                                 Uma  História de Papel de Veludo
                                                                                                            

                                                   Uma história de Papel de Linho-Portugal




Uma História de Papel de Algodão-Portugal

                                                 


                                                    Uma história de Papel Pardo-Portugal





A História dos Dois Compadres-Açores




O Amor ao Lótus-Macau







O jogador Teimoso-Timor




Macota o Conselheiro-Angola







Uma  Portuguesinha Em Goa

Das poucas memórias de bom relacionamento com os outros é a de sentada nos joelhos de uma bisavó ceguinha, muito velhinha, a ouvia-la contar-me histórias  das quais ainda me lembro de alguns detalhes que me impressionavam. Aventuras de animais que nunca tinha visto, homens de braços de palha, ramos de árvores que falavam, anjos, ladroes e pedras preciosas. 
Esse mundo desconhecido entrava-me,  embalado por um conforto que vinha das suas pernas mornas cobertas daquelas saias compridas até aos pés. Dela nada sabia, só sentia. Com seis anos, eu vivia na cidade dos prédios altos, longe do mundo das viagens e das histórias.
A Etnogenia estuda as origens e parentesco dos povos, encontramos as mesmas narrativas tradicionais contadas em Alemão, em Chinês,  na Escócia, na Índia ou na língua dos Tupis. Os mesmos contos, assentes nas mesmas metáforas que deixam transparecer sonhos e mensagens que afinal só falam de nós. Seleccionei algumas  histórias, desta portuguesinha pelo mundo. Com 60 anos já não sou da cidade dos prédios altos mas continuo embalada pela poesia da cor, da escrita e pela tormentosa alegria da diversidade cultural. As pernas continuam a tremer com a mesma ansiedade de estar perante sentimentos desconhecidos.

"Comei mangas aqui
A vós honram não a mim"

As minhas histórias são de papel, de linho, de algodão. São também elas uma recolha, de uma pesquisa sem método pelas entranhas do inconsciente. Puxadas à força para a pele e para os dedos. E depois de dar voltas e voltas sobre elas próprias, pedem para vir à existência,tal como a pintura tal com as palavras.  
São só minhas?
    
 ana maria pintora
 Dezembro
 2019- porto- planeta terra




Melting Art - Onde estás Anfitrite?

                Onde estás Anfitrite? 



A tragédia pergunta-se onde estás agora Anfitrite,  filha de Nereu e de Dóris.
Filho de Cronos e Reia, Poseidon era o grande Deus dos mares, dos terramotos, das enchentes e sobreviveu a Cronos, Deus do tempo que tudo devora.
No princípio amávamos a natureza, porque ela representava o trazer à existência, o nascimento.Viver e morrer fazia parte da mesma realidade intermitente. Crescemos como humanos a transformar, adaptar e explorar e finalmente ficamos indiferentes à terra-mãe. Desprezar e destruir as águas que correm para os mares ou as águas que sobem os céus é o anúncio desta catástrofe. "Plastificamos" os alimentos, os peixes, as conchas mais pequenininhas e o nosso próprio olhar.

Serviam os mitos Gregos para nos avisar dos maus comportamentos da humanidade. Anfitrite, rainha do mar, nasceu na imaginação dos homens para tomar conta das tormentas e das raivas de Poseidon, dono dos mares. Por sua vez a Ciência nasceu para tomar conta dos  mitos, da economia e do dinheiro,         Só?

Esta performance é uma experiência estética, que recorre a sacos de plástico comuns, usados e abandonados como tantos outros excessos. Acreditamos que a consciência social e política só é livre, quando é artísticamente desinteressada, já que esta sociedade até das boas intenções se apropria para fazer negócio e revira tudo no "mito" do emprendedorismo.

Onde estás Anfitrite é a esperança que o espiritual renasça, deste mar agonizado,trazendo à existência a filosofia do nascimento e da sua beleza.

“Se não possuímos o frescura do ar ou o brilho da água, como podereis querer comprá-los?"
               Chefe Seattle(1787-1866)


Ficha Técnica:
Conceito Geral - ana maria pintora









Alfândega do Porto 16 de Novembro -https://www.facebook.com/meltinggastronomysummit/ 

Aniversário do Concelho de Espinho actividade comunitária





A propósito da comemoração dos 120 anos do aniversário do Concelho de Espinho lançamos um desafio à população e o desafio foi aceite e muito bem!
Espinho é Mar# Espinho é Terra# envolveu toda a comunidade das freguesias e possibilitou o sentir de que todos fazemos parte da história como produto e como produtores de cultura.


mais imagens em

 https://www.facebook.com/ACA-A%C3%A7%C3%B5es-de-Cultura-e-Ambiente-l-Divis%C3%A3o-de-Cultura-CMEspinho-242687499956335/
O ESTENDAL DE PAPEL | Como se fosse roupa estendida ao sol. Nas varandas do Curtir Ciência, Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, pode ver, durante fim de semana, a instalação "O Estendal de Papel" de ana maria pintora (nº 135 no roteiro do festival "Guimarães noc noc"). Um trabalho inspirado na tradição ribeirinha, com uso de varas, cordas e molas. 


                       Curtir a Ciência em modo artesanal. Centro de Ciência Viva em Guimarães.






 Inaugur0u dia 19 de Setembro às 19h a exposição de pintura de Ana Maria intitulada 'A Figueira de Gaya' que contará com a presença da artista. Ana Maria nasceu em Lisboa em 1959. Em 1982 conclui o curso de Filosofia na Faculdade Letras do Porto, iniciando a sua actividade como docente do Ensino Secundário. Ao mesmo tempo, começa a sua carreira artística em diversos domínios das Artes Plásticas. Desde 1980 que participa em exposições colectivas nacionais e algumas no estrangeiro como: “ A Itinerância da Arte Portuguesa” - Japão em 1998. Está representada em numerosas colecções particulares e instituições públicas e privadas. Ganhou diversos prémios, entre eles o Prémio Amadeo de Souza Cardoso em 2005. Para além da actividade de pintora, colabora em eventos e oficinas de arte organizados por artistas, galerias e instituições .
























Encontros de Imagem em Braga 2019

Performance em Encontros de Imagem em Braga - 2019
Museu de Arqueologia-Exposição de fotografia - Fátima Carvalho. Contributo Musical de Vladimir Omeltchenko.
Agradecimentos especiais a toda a equipa da organização.
Este vídeo é apenas uma sugestão do que ali aconteceu.

What Now?  What Now